Exército debate guerra do futuro, inteligência artificial e novos desafios da defesa

Seminário do Estado-Maior do Exército reuniu especialistas das Forças Armadas, do Ministério da Defesa e da academia para discutir a evolução dos conflitos e a preparação da Força Terrestre

Na abertura do seminário, o Chefe do Estado-Maior do Exército, General de Exército Francisco Humberto Montenegro Júnior, destacou que a rápida evolução do cenário internacional exige permanente adaptação da Instituição e a continuidade do processo de transformação do Exército.
Na abertura do seminário, o Chefe do Estado-Maior do Exército, General de Exército Francisco Humberto Montenegro Júnior, destacou que a rápida evolução do cenário internacional exige permanente adaptação da Instituição e a continuidade do processo de transformação do Exército. (Foto: Sgt Peres – CCOMSEx)

O Estado-Maior do Exército (EME) promoveu, em Brasília, o seminário “A Evolução da Guerra: Desafios para o Componente Terrestre”, reunindo representantes do Ministério da Defesa, da Marinha do Brasil, da Força Aérea Brasileira e do meio acadêmico para discutir como as transformações tecnológicas e estratégicas estão redefinindo os conflitos modernos.

O encontro teve como objetivo analisar os desafios enfrentados pela Força Terrestre diante de um cenário internacional marcado pelo avanço da inteligência artificial, da guerra cibernética, dos sistemas autônomos e das ameaças híbridas, além da necessidade de constante adaptação das capacidades militares.

Exército destaca transformação contínua da Força

Na abertura do seminário, o Chefe do Estado-Maior do Exército, General de Exército Francisco Humberto Montenegro Júnior, ressaltou que a rápida evolução do cenário internacional exige permanente atualização da Instituição.

Segundo o oficial-general, o processo de transformação do Exército Brasileiro já avança para uma nova etapa, sucedendo o programa Pró-Força com a iniciativa Força 40, voltada ao desenvolvimento de capacidades compatíveis com os desafios das próximas décadas.

“Temos de nos adaptar aos novos cenários e estamos conduzindo um processo de transformação que já faz parte do desenvolvimento da Instituição”, destacou o general.

Inteligência artificial e guerra híbrida mudam o ambiente operacional

Durante as palestras, especialistas apontaram que os conflitos atuais deixaram de ocorrer apenas nos campos de batalha convencionais e passaram a envolver, de forma integrada, os domínios terrestre, marítimo, aéreo, espacial, cibernético, eletromagnético e cognitivo.

O seminário também destacou o impacto crescente da inteligência artificial, dos sistemas autônomos e das tecnologias digitais no planejamento e na condução de operações militares, alterando significativamente a forma como as forças armadas se preparam para enfrentar ameaças contemporâneas.

Defesa cibernética e interoperabilidade ganham protagonismo

Outro tema central foi o desenvolvimento de capacidades para enfrentar ameaças híbridas, ataques cibernéticos, organizações criminosas transnacionais e disputas por recursos estratégicos.

Entre as prioridades apontadas estão o fortalecimento da superioridade informacional, da interoperabilidade entre as Forças Armadas, dos sistemas de comando e controle e da defesa cibernética, aliados à atualização permanente da doutrina militar, da estrutura organizacional e da capacitação dos recursos humanos.

Ao final do encontro, os participantes reforçaram que a evolução da Força Terrestre depende não apenas da incorporação de novas tecnologias, mas também do planejamento estratégico de longo prazo e da preparação contínua de seus militares para responder aos desafios dos conflitos do século XXI.

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