
Por meio do alerta de procurados do programa Muralha Paulista, integrado ao sistema do Metrô, a Polícia Militar prendeu um homem de 50 anos, procurado pela Justiça de Pernambuco por homicídio, na Estação Palmeiras-Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo, nesta terça-feira (30).
Ele foi identificado por câmeras de monitoramento com reconhecimento facial, que emitiram um alerta às equipes da Polícia Militar.
Durante as buscas pelas imediações do terminal rodoviário, os policiais localizaram o suspeito a cerca de um quilômetro de distância, na rua Abraão Ribeiro, onde foi feita a abordagem.
O mandado de prisão foi expedido em 28 de maio pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Serra Talhada (TJPE), com validade até 2046.
Diante das informações, o homem foi conduzido à Delegacia de Polícia do Metropolitano, onde a mandado foi confirmado. O caso foi registrado como captura de procurado.
Integração do Muralha Paulista com o Metrô
A ação é resultado da integração entre a Secretaria da Segurança Pública (SSP) e a Secretaria de Transportes Metropolitanos (STM), que, por meio do sistema de monitoramento do Metrô e do programa Muralha Paulista, amplia a capacidade de identificação de indivíduos com pendências judiciais em áreas de grande circulação.
O sistema conta com 42 estações monitorados por meio de 266 câmeras integradas. O uso da tecnologia permite respostas rápidas e maior eficiência no trabalho policial, contribuindo para a retirada de foragidos das ruas.
Sobre o programa
O programa Muralha Paulista opera câmeras interligadas, distribuídas entre leitores de placas, equipamentos de reconhecimento facial e dispositivos de monitoramento em tempo real.
A rede integra câmeras e sensores de órgãos públicos e privados a bases de dados e indicadores de localização, ampliando a capacidade de análise e resposta das forças policiais, operacionais e especializadas.
As câmeras do Muralha Paulista cruzam informações com o Banco Nacional de Mandados de Prisão e utilizam reconhecimento facial para identificar automaticamente foragidos da Justiça.
Também contribuem para monitorar e ajudar a organizar o trânsito, localizar pessoas desaparecidas e veículos furtados ou roubados por meio da leitura e análise de placas.
A tecnologia restringe rotas de fuga, dificulta a movimentação dos criminosos e aumenta a capacidade de resposta das forças de segurança. Uma vez identificados e presos, os autores deixam de reincidir nesses tipos de crimes.

