
Uma operação interagências com participação do Exército Brasileiro resultou na retenção de aproximadamente 260 toneladas de madeira com indícios de ocultação de cocaína, em uma ação que pode se transformar em uma das maiores apreensões da droga já registradas no país.
As análises preliminares apresentaram resultado positivo para cocaína e as autoridades estimam que o volume da substância ilícita possa variar entre 20 e 50 toneladas. As perícias conduzidas pela Polícia Federal seguem em andamento para determinar a quantidade exata da droga.
A operação foi coordenada pela Receita Federal e contou com a atuação do Exército Brasileiro, da Polícia Federal e do Grupo Especial de Segurança de Fronteira (Gefron). A ação envolveu ainda o compartilhamento de informações de inteligência entre instituições nacionais e estrangeiras para interromper um sofisticado esquema internacional de tráfico de drogas.
Madeira impregnada com cocaína líquida era usada para esconder a droga
As ações ocorreram na faixa de fronteira e resultaram na retenção de oito caminhões carregados com madeira. Quatro veículos foram localizados em Corumbá (MS) e outros quatro em Cáceres (MT), totalizando cerca de 260 toneladas de carga sob fiscalização.
Segundo as investigações, organizações criminosas utilizavam madeira impregnada com cocaína líquida para transportar a droga para o mercado internacional.

Exército atuou em apoio às ações de segurança
No contexto da operação, o Exército Brasileiro atuou em apoio aos órgãos responsáveis pela fiscalização e repressão, contribuindo para a segurança das áreas de interesse operacional e dos locais destinados à guarda do material apreendido.
A atuação da Força Terrestre garantiu as condições necessárias para a preservação das evidências e para a condução segura dos procedimentos de custódia, perícia e investigação.
De acordo com o Exército, a integração entre os órgãos de fiscalização, segurança pública e defesa é fundamental para fortalecer a capacidade do Estado brasileiro no combate aos crimes transfronteiriços e às organizações criminosas que exploram as fronteiras e as rotas comerciais internacionais para a prática de ilícitos.
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