A Polícia Penal do Estado de São Paulo informa que no último fim de semana, 13 e 14, o Centro de Detenção Provisória (CDP) “Dr. José Eduardo Mariz de Oliveira” de Caraguatatuba registrou novo recorde de ocorrências com familiares de detentos durante os procedimentos de revista para visitação aos privados de liberdade. O Complexo Penal de Potim também impediu a visita de uma mãe ao filho preso.
No sábado, 13, o CDP de Caraguatatuba impediu a entrada de cinco mulheres no cárcere durante a inspeção no aparelho de escâner corporal.
As visitantes, de 23, 28, 19, 37e 21 anos, apresentaram alterações nas imagens captadas pelo equipamento. Uma delas tentava visitar o filho preso e, as outras, seus companheiros. A unidade prisional repetiu a revista nas familiares, mas as irregularidades nas imagens permaneceram.
Seguindo os protocolos de segurança estabelecidos pelo Regimento Interno Padrão da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), o estabelecimento penal informou às mulheres de que elas precisariam realizar novos exames de imagem em unidade de saúde mais próxima, para descartar a presença de qualquer conteúdo ilícito suspeito. Ao recusarem a avaliação médica, elas foram impedidas de entrar na unidade prisional.
O CDP instaurou expediente administrativo para suspender as envolvidas do cadastro de visitantes da SAP.
No mesmo dia, a Penitenciária 1 “AEVP Jair Guimarães de Lima” de Potim barrou uma mulher de 52 anos que tentava visitar o filho preso.
No momento da revista dos itens trazidos por familiares de custodiados, ela solicitou autorização para buscar algo que havia esquecido, na área externa do presídio, o que não é permitido pelas normas vigentes.
Após discussão com os policiais penais de plantão ela teve o acesso à visitação negado.
A P1 de Potim abriu expediente interno administrativo para suspender a mulher do rol de visitas da SAP.
Já no domingo, 14, o CDP de Caraguatatuba registrou mais quatro ocorrências com familiares de detentos, todas durante a revista no escâner corporal.
As mulheres de 31, 27 e 22 anos não foram autorizadas a visitar seus respectivos companheiros reclusos, enquanto uma idosa de 61 anos teve a visita ao seu filho negada. Todas elas se negaram a passar por exames de imagem complementares no Pronto Socorro mais próximo.
O estabelecimento penal imediatamente iniciou expediente interno administrativo para retirada do nome das envolvidas do cadastro de visitantes da SAP.

