
As eleições do Peru em 2026 seguem em clima de indefinição. Com 95,9% das urnas apuradas, o candidato de esquerda Roberto Sánchez Palomino aparece com vantagem de apenas 19,8 mil votos sobre a candidata de direita Keiko Fujimori.
Segundo os dados oficiais, Sánchez tem 50,056% dos votos, enquanto Keiko soma 49,944%. A diferença diminuiu nas últimas horas, mantendo a disputa aberta.
No início da contagem, Keiko Fujimori chegou a liderar por cerca de 200 mil votos. No entanto, a tendência mudou conforme novas urnas foram processadas.
O Jurado Nacional de Eleições (JNE), autoridade máxima eleitoral do Peru, informou que o resultado definitivo deverá ser conhecido apenas em meados de julho.
A demora é consequência da adoção de um novo mecanismo obrigatório de recontagem em seções eleitorais que apresentaram inconsistências.
Até o momento, mais de mil atas eleitorais passaram por revisão com a presença de fiscais e observadores partidários.
Além disso, cerca de 2,2 mil atas ainda aguardam contabilização. Destas, aproximadamente 1,7 mil são provenientes do exterior, onde Keiko Fujimori registra vantagem.
Disputa define mandato presidencial de 2026 a 2031
Roberto Sánchez e Keiko Fujimori disputam a Presidência do Peru para o período entre 2026 e 2031.
O vencedor será o nono presidente peruano em apenas dez anos, em meio a uma prolongada crise política no país.
Filha do ex-presidente Alberto Fujimori, Keiko já foi derrotada em três segundos turnos presidenciais anteriores, em 2011, 2016 e 2021.
Já Roberto Sánchez é deputado e ex-ministro do governo de Pedro Castillo. Aliado do ex-presidente, ele é apoiado por setores rurais e indígenas do país.
As eleições peruanas são acompanhadas com atenção na América do Sul por causa do histórico recente de instabilidade política no país.
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