São Francisco Xavier amplia monitoramento de primatas com drones e reforça preservação ambiental

Nova etapa do Programa Primatas expande estudos para a zona rural de São José dos Campos e busca mapear espécies ameaçadas da Mata Atlântica

Muriqui-do-sul vocalizando na copa de uma árvore em São Francisco Xavier | Foto: Allan Souza
Muriqui-do-sul vocalizando na copa de uma árvore em São Francisco Xavier | Foto: Allan Souza

A Prefeitura de São José dos Campos iniciou uma nova fase do Programa Primatas e ampliou o monitoramento das espécies que vivem na Mata Atlântica do município. A ação agora avança para a zona rural norte e o distrito de São Francisco Xavier, utilizando drones, trabalho de campo e ações de educação ambiental.

O levantamento será realizado pela Universidade Federal de Viçosa (UFV) com recursos do Fundo Municipal de Conservação Ambiental (FUMCAM), após aprovação do Conselho Municipal de Meio Ambiente (COMAM).

O objetivo é ampliar o conhecimento sobre a população de primatas e reforçar estratégias de preservação em áreas consideradas essenciais para a biodiversidade regional.

Drones ajudam no monitoramento das espécies

As equipes já iniciaram o censo dos animais nos fragmentos florestais da região. Em São Francisco Xavier, o foco inclui o monitoramento do muriqui-do-sul, considerado o maior primata das Américas e uma das espécies mais importantes para conservação.

Com o uso de drones, os pesquisadores conseguem identificar deslocamentos, localização e comportamento dos animais nas copas das árvores, acelerando o trabalho de mapeamento.

O município possui atualmente cinco espécies nativas registradas: macaco-prego, sauá, bugio, sagui-da-serra-escuro e muriqui-do-sul. Três delas estão entre as espécies ameaçadas de extinção.

Desde novembro de 2022, o monitoramento urbano já identificou mais de 300 saguis nativos distribuídos em 126 áreas florestais, cobrindo cerca de 2 mil hectares analisados.

São Francisco Xavier ganha papel estratégico na conservação

Segundo os pesquisadores, São Francisco Xavier ocupa posição estratégica por concentrar populações importantes do muriqui-do-sul e preservar ambientes favoráveis para todas as espécies locais.

A nova etapa pretende ampliar o mapeamento dos fragmentos florestais rurais e aprofundar os estudos sobre o estado de conservação dos animais.

Além da pesquisa científica, o programa aposta no envolvimento de proprietários rurais e moradores para fortalecer a proteção da vegetação nativa e estimular ações permanentes de conservação ambiental.


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