
O Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil realizará um treinamento operacional no Complexo Naval da Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, reunindo mais de 500 militares, blindados, drones, robôs e equipamentos especializados. A atividade integra a preparação da força para a Visita de Avaliação e Assessoramento da Organização das Nações Unidas (ONU), prevista para os dias 27 a 29 de maio.
A demonstração operacional tem como objetivo validar capacidades voltadas ao emprego em missões internacionais de paz e reforçar o elevado nível de prontidão do Corpo de Fuzileiros Navais.
Durante a atividade, serão apresentados meios terrestres, capacidades de resposta rápida e tecnologias empregadas em operações expedicionárias e cenários de crise.
Treinamento empregará blindados, robótica e sistemas especializados
Entre os meios mobilizados estão o Carro-Lagarta Anfíbio (CLAnf), as viaturas blindadas JLTV e Piranha, além de caminhões operacionais UNIMOG U5000 utilizados em apoio logístico.
O treinamento também contará com drones, equipamentos ópticos, comunicações satelitais, rádios táticos e sistemas portáteis de inspeção.
Outro destaque será o emprego de robôs e equipamentos voltados à desativação de artefatos explosivos, incluindo detectores, interferidores de frequência e aparelhos de raio-X portátil.
A operação envolverá ainda capacidades NBQR (Nuclear, Biológica, Química e Radiológica), empregadas em situações de ameaças não convencionais e ambientes de elevada complexidade operacional.
Preparação para avaliação internacional
A atividade antecede a inspeção da ONU que verificará se a Força de Reação Rápida (QRF – Quick Reaction Force) dos Fuzileiros Navais mantém o nível 3 de prontificação, o grau máximo previsto pelo Sistema de Prontidão de Capacidades de Manutenção da Paz das Nações Unidas (UNPCRS).
A Companhia de Desativação de Artefatos Explosivos também será avaliada pela primeira vez e poderá avançar ao nível 2 de prontidão internacional.
Em 2022, a Marinha tornou-se a primeira força singular brasileira a alcançar o nível máximo de certificação do sistema da ONU, consolidando a capacidade nacional para participação em missões internacionais de paz.
Contexto estratégico
A preparação dos Fuzileiros possui relevância operacional e geopolítica. A manutenção da certificação amplia a capacidade de participação brasileira em operações multinacionais e fortalece a interoperabilidade com forças estrangeiras.
O emprego integrado de drones, robótica, blindados e sistemas NBQR evidencia a evolução tecnológica do Corpo de Fuzileiros Navais e sua adaptação aos cenários contemporâneos de segurança e estabilização.
Além do aspecto militar, a certificação internacional fortalece a projeção estratégica do Brasil em operações sob mandato das Nações Unidas.
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