
O Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) da Marinha do Brasil participará, na França, da Operação “Orion”, um intercâmbio operativo voltado para atividades de instrução, treinamento e integração com unidades da Infantaria de Marinha francesa, no período de 2 de fevereiro a 4 de março.
O exercício tem como propósito preparar as forças participantes para conflitos de alta intensidade, testar a capacidade de projeção de poder – incluindo operações anfíbias em cenários simulados -, integrar capacidades modernas e trabalhar a interoperabilidade com aliados internacionais da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), fortalecendo a cooperação militar. A iniciativa representa uma oportunidade estratégica para os Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil (MB).
A participação dos militares brasileiros dará continuidade à parceria já estabelecida com a Marinha da França. Em junho do ano passado, a MB participou pela primeira vez da Operação “Catamaran”, exercício multinacional coordenado pela França, que reuniu tropas de países-membros da OTAN. Além do Brasil e da França, a “Catamaran” contou com a participação de outros países, como Espanha, Estados Unidos e Itália.
Para o Capitão de Fragata (Fuzileiro Naval) Fernando Baptista, que integrará a Operação “Orion”, a ampliação do intercâmbio reflete o elevado grau de confiança mútua e o reconhecimento da capacidade operativa dos Fuzileiros Navais brasileiros em operações multinacionais complexas.
A operação reforça a necessidade de manter os militares preparados para atuar em cenários operacionais cada vez mais exigentes, além de reforçar a inserção estratégica do País no contexto internacional. Para o Corpo de Fuzileiros Navais, trata-se de mais um passo na consolidação de sua vocação expedicionária e de sua capacidade de operar de forma integrada com forças amigas, contribuindo para a segurança e a cooperação internacional”, afirmou o Comandante.
Preparação dos Militares
Os dezesseis militares, entre eles três Oficiais e treze Praças, preparam-se para a Operação “Orion” por meio de adestramentos internos, incluindo a seleção de material adequado a baixas temperaturas. A região apresenta média de temperatura entre 3°C e 9°C, o que representa um desafio para a tropa.
A agenda prevê, na primeira fase, o embarque no navio francês Porte-Hélicoptères Amphibie (PHA) “Mistral”, com a realização de adestramentos e ensaios. Na segunda fase, estão previstas ações em terra.

