Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil embarcam para a Operação “Orion” na França

A iniciativa representa uma oportunidade estratégica para os Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil (MB)

Desembarque anfíbio de militares na Operação “Catamaran 2025”
Desembarque anfíbio de militares na Operação “Catamaran 2025”. (Foto: Marinha do Brasil)

O Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) da Marinha do Brasil participará, na França, da Operação “Orion”, um intercâmbio operativo voltado para atividades de instrução, treinamento e integração com unidades da Infantaria de Marinha francesa, no período de 2 de fevereiro a 4 de março.

O exercício tem como propósito preparar as forças participantes para conflitos de alta intensidade, testar a capacidade de projeção de poder – incluindo operações anfíbias em cenários simulados -, integrar capacidades modernas e trabalhar a interoperabilidade com aliados internacionais da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), fortalecendo a cooperação militar. A iniciativa representa uma oportunidade estratégica para os Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil (MB).

A participação dos militares brasileiros dará continuidade à parceria já estabelecida com a Marinha da França. Em junho do ano passado, a MB participou pela primeira vez da Operação “Catamaran”, exercício multinacional coordenado pela França, que reuniu tropas de países-membros da OTAN. Além do Brasil e da França, a “Catamaran” contou com a participação de outros países, como Espanha, Estados Unidos e Itália.

Para o Capitão de Fragata (Fuzileiro Naval) Fernando Baptista, que integrará a Operação “Orion”, a ampliação do intercâmbio reflete o elevado grau de confiança mútua e o reconhecimento da capacidade operativa dos Fuzileiros Navais brasileiros em operações multinacionais complexas.

A operação reforça a necessidade de manter os militares preparados para atuar em cenários operacionais cada vez mais exigentes, além de reforçar a inserção estratégica do País no contexto internacional. Para o Corpo de Fuzileiros Navais, trata-se de mais um passo na consolidação de sua vocação expedicionária e de sua capacidade de operar de forma integrada com forças amigas, contribuindo para a segurança e a cooperação internacional”, afirmou o Comandante.

Preparação dos Militares

Os dezesseis militares, entre eles três Oficiais e treze Praças, preparam-se para a Operação “Orion” por meio de adestramentos internos, incluindo a seleção de material adequado a baixas temperaturas. A região apresenta média de temperatura entre 3°C e 9°C, o que representa um desafio para a tropa.

A agenda prevê, na primeira fase, o embarque no navio francês Porte-Hélicoptères Amphibie (PHA) “Mistral”, com a realização de adestramentos e ensaios. Na segunda fase, estão previstas ações em terra.

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