
A equipa dos Emirados, de resto, chegava à Volta como uma das principais novidades e atrações de 2026, e só demorou um dia para justificar essas expectativas. Além do dinamarquês, Rui Oliveira, a correr em casa, foi segundo classificado e Luca Giaimi garantiu a quarta posição.
“É excelente. É o topo em Portugal, estou muito orgulhoso pela minha prestação. É muito especial, vi o tempo do Rui, foi espetacular, e sabia que tinha de dar tudo. Foi o que fiz e estou muito feliz”, confessou Johansen, após o prólogo.

No top-5 da etapa, só o português Rafael Reis (Anicolor/Campicarn), o senhor prólogo da Volta a Portugal – conta já com sete no currículo -, e o russo Artem Nych, colega de Reis e bicampeão em título, conseguiram intrometer-se no domínio da UAE.
Rui Oliveira procura a primeira vitória profissional da carreira no ciclismo de estrada, e não escondeu que seria um sonho consegui-lo na Grandíssima. De facto, não andou longe de o conseguir.
O campeão olímpico foi líder da contenda durante grande parte da tarde e só mesmo Julius Johansen conseguiu superar o registo do português, por quatro segundos. Reis, terceiro, ficou a sete segundos e Giaimi a nove. O russso Artem Nych, a 14 segundos do líder, foi quem mais ganhou vantagem na luta pela classificação geral.
Nessa pretensão pela Camisola Amarela Jogos Santa Casa, outros três nomes conseguiram destacar-se entre os mais fortes: Txomin Juaristi (Euskaltel Euskadi) gastou apenas mais um segundo face a Nych, Tiago Antunes (Efapel Cycling) três segundos e Adrià Pericas (UAE Team Emirates XRG) sete segundos.

Tarde de festa em Belém com presenças ilustres
Numa tarde de festa em frente ao Mosteiro dos Jerónimos, com vista sobre o Rio Tejo, este prólogo inaugural da Grandíssima contou com a presença de algumas das figuras mais ilustres do panorama nacional, como o presidente do Comité Olímpico de Portugal, Fernando Gomes, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, e o primeiro-ministro português, Luís Montenegro.
“Quero destacar o facto de este ser um evento mobilizador do país, do nosso património natural. É uma Volta que parte de Lisboa, acaba no Porto, mas passa por muitos concelhos, muitas freguesias, do litoral ao interior. E sobretudo junta muitos portugueses e também turistas. É uma magnífica demonstração de vitalidade desportiva e promoção do nosso país”, afirmou Montenegro.

Por sua vez, o autarca lisboeta Carlos Moedas fez questão de assinalar o orgulho que é para a cidade acolher o arranque da Volta. “É um grande orgulho para os lisboetas. A Volta a Portugal é ciclismo, desporto e coesão territorial. No fundo, é o desporto mais autárquico que temos, une as autarquias e o povo.”
A 87.ª edição da Volta a Portugal prossegue esta quinta-feira, com a primeira etapa, uma ligação de 157 quilómetros entre Lourinhã e Queluz. Pelo menos à partida, a UAE Team Emirates XRG voltará a ser destaque da festa, com Julius Johansen a envergar a Camisola Amarela Jogos Santa Casa e Adrià Pericas com a Camisola Branca Paredes Rota dos Móveis, da Juventude.
* com FP Ciclismo
É jornalista, natural da cidade do Porto, Portugal. Iniciou sua carreira na Gazeta dos Desportos, tendo depois passado pelo Record, Jornal de Notícias e Comércio do Porto, jornais de referência em Portugal. Participou da cobertura de múltiplos eventos nacionais e internacionais (Futebol, Basquetebol, Andebol, Ciclismo e Hóquei em Patins). Foi coordenador redatorial do FITEI (Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica). É responsável pelas redes sociais de equipes de ciclismo e dirigente desportivo em uma associação de Ciclismo. É colaborador do PortalR3, publicando textos escritos em português de Portugal.

