
A FAB intercepta aeronave suspeita oriunda do sul da Bolívia na manhã desta sexta-feira (31), após o avião entrar no espaço aéreo brasileiro sem plano de voo e ignorar as ordens da Defesa Aeroespacial.
Dois caças A-29 Super Tucano, empregados pelo Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), foram acionados para realizar as Medidas de Policiamento do Espaço Aéreo.
A operação contou com o apoio da Polícia Federal e da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul.
Avião voava sem plano e sem contato com o controle aéreo
A aeronave não mantinha contato com os órgãos de controle de tráfego aéreo e estava com a matrícula não identificada. Diante dessas condições, foi classificada como suspeita.
Durante a interceptação, os pilotos da FAB executaram as diferentes fases previstas nas medidas de policiamento, transmitindo ordens para que o avião colaborasse com a abordagem.
Segundo a Força Aérea, os comandos foram descumpridos repetidamente.
FAB realizou tiro de detenção
Diante da falta de colaboração, foi aplicada a medida de Tiro de Detenção (TDE), última etapa das Medidas de Policiamento do Espaço Aéreo.
O procedimento tem como objetivo impedir a continuidade de um voo irregular e está previsto no Decreto nº 5.144/2004.
O tiro de detenção não deve ser confundido com uma medida de destruição da aeronave. Trata-se de uma ação prevista para obrigar o piloto a cumprir as determinações da Defesa Aeroespacial.
Aeronave fez pouso forçado e foi encontrada abandonada
Após a abordagem, o avião realizou um pouso forçado em uma pista não preparada, localizada cerca de 200 quilômetros ao norte de Campo Grande.

Um helicóptero da Polícia Militar foi enviado ao local. A aeronave, porém, foi encontrada abandonada e sem nenhum tripulante.
Até a divulgação das informações iniciais, não havia detalhes sobre a identidade dos ocupantes nem sobre eventual carga transportada.
A-29 Super Tucano atua na defesa do espaço aéreo
O A-29 Super Tucano é utilizado pela FAB em missões de vigilância, interceptação e policiamento do espaço aéreo brasileiro.
A aeronave permite acompanhar voos suspeitos, estabelecer contato visual, transmitir ordens e adotar as medidas previstas conforme a resposta do piloto interceptado.
A ação desta sexta-feira reforça o emprego integrado da Força Aérea e dos órgãos de segurança na fiscalização das regiões próximas às fronteiras.
A FAB intercepta aeronave suspeita sempre que são identificadas situações que possam representar risco à segurança da navegação ou à soberania do espaço aéreo nacional, seguindo os procedimentos legais de abordagem.
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