IPCA sobe 0,16% em junho; INPC avança 0,14%

Inflação oficial desacelerou em relação a maio; índice usado como referência em reajustes salariais acumula alta de 4,33% em 12 meses

Em junho, índice subiu 0,14%, mostra IBGE
Em junho, índice subiu 0,14%, mostra IBGE. (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA, registrou alta de 0,16% em junho de 2026. No mesmo período, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor, o INPC, avançou 0,14%.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE.

Considerado a inflação oficial do país, o IPCA de junho ficou 0,42 ponto percentual abaixo do resultado de maio, quando havia subido 0,58%.

Com o novo resultado, o IPCA acumula alta de 3,36% no ano. Nos últimos 12 meses, o índice chegou a 4,64%, abaixo dos 4,72% registrados no período imediatamente anterior.

Alimentos ficam mais baratos

Entre os grupos pesquisados pelo IBGE, Alimentação e bebidas apresentou queda de 0,24% em junho, após ter subido 1,33% em maio.

A alimentação dentro de casa recuou 0,39%. Entre os produtos que ficaram mais baratos estão café moído, frutas e carnes. Por outro lado, o feijão-carioca e a batata-inglesa registraram aumento.

O grupo Habitação teve a maior alta e o maior impacto sobre o IPCA de junho, com avanço de 0,63%. A energia elétrica residencial subiu 1,53% e foi o principal impacto individual no índice.

Nos Transportes, as passagens aéreas aumentaram 7,12%. Os combustíveis, entretanto, ficaram 0,48% mais baratos, com quedas no etanol, diesel, gás veicular e gasolina.

INPC acumula alta de 4,33%

O INPC avançou 0,14% em junho, depois de registrar alta de 0,65% em maio. No acumulado de 2026, o indicador chegou a 3,51%.

Nos últimos 12 meses, o INPC acumula alta de 4,33%, abaixo dos 4,42% apurados até maio.

Os produtos alimentícios tiveram deflação de 0,29% em junho. Os itens não alimentícios subiram, em média, 0,28%.

Entre as regiões pesquisadas, Brasília apresentou a maior variação do INPC, com alta de 0,48%. São Paulo teve o menor resultado, com queda de 0,07%.

Qual é a diferença entre INPC e IPCA?

A principal diferença está no perfil das famílias consideradas em cada pesquisa.

O INPC mede a variação dos preços para famílias com rendimento mensal de um a cinco salários mínimos, desde que a pessoa de referência seja assalariada.

O IPCA considera famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos, independentemente da origem da renda.

Em 2026, o salário mínimo nacional é de R$ 1.621. O valor está em vigor desde 1º de janeiro.

Como as famílias de menor renda destinam proporcionalmente uma parte maior do orçamento à alimentação, as mudanças nos preços dos alimentos costumam ter peso mais elevado no INPC.

Já gastos como passagens aéreas tendem a exercer influência menor nesse índice do que no IPCA.

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INPC influencia reajustes salariais

O INPC é acompanhado por trabalhadores, empresas e sindicatos porque pode ser adotado como referência em negociações coletivas e reajustes salariais.

O indicador também é utilizado na atualização anual de benefícios previdenciários acima do salário mínimo e de outros valores vinculados à inflação.

Segundo o IBGE, o objetivo do INPC é medir as variações de preços da cesta de consumo da população assalariada de menor renda, contribuindo para acompanhar a manutenção do poder de compra dos salários.

A pesquisa de preços é realizada em dez regiões metropolitanas, além de Brasília, Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.


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