Brasil estreia com 7 medalhas e lidera Jogos Parasul-Americanos

País abriu a participação em Valledupar 2026 com quatro ouros e três pratas no ciclismo de estrada

Paraciclismo do Brasil.
Paraciclismo do Brasil. (Foto: Alessandra Cabral/CPB)

O Brasil começou os Jogos Parasul-Americanos de Valledupar 2026 em ritmo forte. Nesta quinta-feira (2), a delegação brasileira conquistou sete medalhas nas provas de contrarrelógio do ciclismo de estrada, sendo quatro ouros e três pratas, e assumiu a liderança inicial do quadro de medalhas.

As disputas foram realizadas em Agustín Codazzi, município localizado a cerca de uma hora de Valledupar, capital do departamento de César, na Colômbia. Com o resultado, o país largou na frente no evento continental, seguido pela Colômbia, com seis medalhas, e pela Argentina, com quatro.

O principal destaque do dia foi a dobradinha brasileira na classe B, voltada a atletas com deficiência visual. Viviane Soares, do Rio de Janeiro, ficou com o ouro ao completar a prova em 26min46s41. A prata foi da acreana Jerusa Geber, campeã paralímpica no atletismo, que marcou 27min55s23.

Campeã nos 100m para cegas, Jerusa Geber se divide entre modalidades. Foto: Alessandra Cabral/CPB)

A conquista de Viviane chamou atenção pela rápida adaptação ao ciclismo. A atleta chegou à modalidade em 2025 por meio de um programa de transição desenvolvido pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), em parceria com a Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC).

Antes do convite, Viviane chegou a considerar o fim da carreira. A mudança de rota, no entanto, abriu uma nova fase esportiva. Em Valledupar, ela confirmou o potencial na bicicleta e subiu ao lugar mais alto do pódio logo na estreia da competição.

Jerusa Geber também mostrou versatilidade. Referência mundial no atletismo paralímpico, ela começou a experimentar o ciclismo no fim de 2024 e segue conciliando as duas modalidades. A prata reforça a força da atleta em mais um desafio internacional.

O Brasil também brilhou nas demais classes. O paulista Lauro Chaman venceu a classe C5 masculina com o tempo de 34min30s81. O colombiano Diego Dueñas ficou com a prata, enquanto Juan Gómez, também da Colômbia, levou o bronze.

Na classe C2 masculina, o mineiro Roberto Franco Neto conquistou o ouro ao completar a prova em 26min00s68. A prata ficou com o colombiano Esneider Muñoz, e o bronze foi para o chileno Manuel Opazo.

Outro ouro brasileiro veio com Eduardo Pimenta, da classe H3, destinada a atletas que competem em handbike. O mineiro fez 28min41s49 e superou o argentino Oscar Biga, medalhista de prata. O chileno Sebastian Morales completou o pódio.

Entre as mulheres, a paulista Sabrina Custódia foi prata na classe C2, com o tempo de 15min40s07. A colombiana Daniela Munévar conquistou o ouro, e a argentina Maria Sergo ficou com o bronze.

A mineira Fabiana Ventura também garantiu prata para o Brasil na classe C5 feminina. Ela terminou a prova em 32min08s15. O ouro foi da colombiana Paula Ossa, e o bronze ficou com a panamenha Laydis Veja.

As provas de ciclismo seguem até sábado (4). Nesta sexta-feira (3), Roberto Neto, Eduardo Pimenta e Sabrina Custódia voltam à disputa na prova de estrada.

O Brasil participa dos Jogos Parasul-Americanos de Valledupar 2026 com 237 atletas de 13 modalidades. A delegação ainda conta com atletas-guia no atletismo, pilotos no ciclismo, goleiros no futebol de cegos e calheiros na bocha.

Este é o primeiro evento multiesportivo paralímpico com participação brasileira dentro do ciclo dos Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028. A equipe nacional reúne experiência e renovação, com atletas medalhistas em Mundiais e Paralimpíadas, além de jovens talentos que terão até 23 anos no início da competição.


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