Marinha destaca resposta rápida a desastres em acordo assinado no Cemaden

Durante cerimônia dos 15 anos do centro, em São José dos Campos, almirante citou atuação brasileira na Venezuela e reforçou papel dos Fuzileiros Navais em emergências

Almirante de Esquadra (FN) Carlos Chagas Vianna Braga, Comandante-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais.
Almirante de Esquadra (FN) Carlos Chagas Vianna Braga, Comandante-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais. (Foto: Sandro Mendes/PortalR3)

A Marinha do Brasil participou, nesta quarta-feira (1º), da assinatura de um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) voltado ao fortalecimento da resposta nacional a desastres naturais. O ato ocorreu no Parque de Inovação Tecnológica (PIT), em São José dos Campos, durante a cerimônia comemorativa dos 15 anos do Cemaden — Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais.

A comemoração integrou a programação do II Seminário Nacional de Avaliação de Alertas do Cemaden, que reúne debates sobre monitoramento, prevenção, ciência, tecnologia e políticas públicas voltadas à redução de riscos.

Criado para fortalecer o monitoramento e a emissão de alertas de desastres naturais no Brasil, o Cemaden completa 15 anos em 2026 e está instalado em São José dos Campos desde 2013. A instituição é dirigida pela doutora Regina Alvalá, que destacou, durante a cerimônia, a trajetória do centro desde sua criação até os dias atuais.

A assinatura do ACT foi um dos atos da cerimônia e reuniu Marinha do Brasil, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Cemaden e Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (SEDEC).

A Marinha foi representada pelo Almirante de Esquadra (FN) Carlos Chagas Vianna Braga, Comandante-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais.

Em sua fala, o almirante ressaltou que o acordo nasce da necessidade de ampliar a capacidade nacional de prevenção, mobilização e resposta diante de eventos extremos.

Segundo ele, a experiência militar pode contribuir diretamente em situações de emergência.

“A logística de guerra muito se assemelha à logística da resposta a desastres naturais”, afirmou.

O ACT permitirá promover o avanço do conhecimento sobre riscos de desastres naturais, com incentivo à ciência, à tecnologia e à inovação.

Um dos principais objetivos é garantir o pleno funcionamento da Força de Resposta Imediata a Desastres Naturais (FRIDA), tropa especializada composta por militares do Corpo de Fuzileiros Navais.

A força atuará em ações de proteção e defesa civil, sob coordenação da SEDEC, de forma integrada com os demais órgãos competentes.

Representantes que assinaram o acordo.
Representantes que assinaram o acordo. (Foto: Sandro Mendes/PortalR3)

Durante o discurso, o almirante também citou a atuação brasileira na missão humanitária enviada à Venezuela, após desastre que atingiu o país.

Ele destacou o emprego de meios nacionais e a capacidade de deslocamento rápido para uma área de crise.

“Nenhum outro hospital de campanha chegou à Venezuela antes do hospital de campanha brasileiro”, disse.

O militar também ressaltou que a estrutura brasileira foi instalada em La Guaira, uma das regiões impactadas, onde passou a atender a população venezuelana.

Para o almirante, a operação demonstra a capacidade do Brasil de responder a desastres dentro e fora do território nacional.

“Isso é uma demonstração de capacidade de resposta”, afirmou.

A fala reforçou a relação direta entre o acordo assinado em São José dos Campos e a necessidade de organizar, antecipar e integrar meios para atendimento em emergências climáticas.

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O almirante também defendeu que a atuação das Forças Armadas não substitui o trabalho de outros órgãos.

“Não se trata de ocupar o trabalho de outras instituições. Ao contrário, é um trabalho complementar”, afirmou.

Segundo ele, em desastres de grande escala, todas as capacidades disponíveis são necessárias para reduzir o tempo de resposta e ampliar a efetividade das ações.

“Quanto mais rápidos e eficazes formos nessa mobilização, melhor será”, completou.


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