Copa do Mundo de 2026: Todas as novas regras que a torcida brasileira precisa conhecer

A mais evidente é o novo formato, no qual um grupo ampliado de 48 seleções disputará um impressionante total de 104 jogos

(Foto: Pixabay)

A Copa do Mundo Masculina da FIFA de 2026 traz muitas mudanças. A mais evidente é o novo formato, no qual um grupo ampliado de 48 seleções disputará um impressionante total de 104 jogos.

O novo formato também implicou outras alterações, como a classificação dos oito melhores terceiros colocados para a fase de mata-mata. Há ainda a introdução da fase de 16 avos de final, aumentando para cinco o número de jogos eliminatórios que as principais equipes, como o Brasil, precisarão superar para chegar à taça.

Nos bastidores de tudo isso, no entanto, haverá novos poderes para a equipe de arbitragem. Árbitros, assistentes e o VAR receberam ferramentas para ajudar a reduzir a famosa “cera” e combater comportamentos abusivos em campo.

Quando a Seleção Brasileira entrar em campo na Copa de 2026, estas são as novas regras às quais precisaremos ficar atentos.

Novas regras para coibir a cera em campo

Embora ainda seja perfeitamente legal que uma equipe diminua o ritmo do jogo, existem novas diretrizes que ajudarão os árbitros a combater algumas das táticas de antijogo mais obscuras. Por exemplo, se o árbitro considerar que um jogador está demorando muito para cobrar um lateral ou um tiro de meta, ele poderá iniciar uma contagem regressiva de cinco segundos com a mão. Se a bola não for reposta em jogo ao fim da contagem, a posse de bola será invertida.

Isso significa que a equipe adversária terá o direito de cobrar o lateral, e um tiro de meta se transformará em escanteio. A mudança terá grandes repercussões para os apostadores que gostam do mercado de escanteios, pois introduz uma maneira extra de uma equipe conquistá-los. Para saber mais sobre isso e sobre todas as outras formas de apostar nos lances do torneio, há um guia sobre como apostar na Copa do Mundo 2026 na Betano com Goal Brasil.

Também há novas regras para punir jogadores que simulam lesões com o intuito de paralisar a partida. Qualquer jogador de linha que cair no gramado para receber atendimento médico precisará, agora, deixar o campo por um minuto, deixando sua equipe com um homem a menos. Além disso, as rodinhas táticas e o recebimento de instruções à beira do campo estão proibidos enquanto um goleiro recebe atendimento.

Existem, no entanto, algumas exceções de bom senso a essas regras. Por exemplo, paralisações devido a lesões na cabeça, ou faltas em que o infrator recebe um cartão, estarão totalmente isentas dessa punição de tempo.

Por outro lado, os jogadores substituídos terão agora apenas dez segundos para chegar à linha lateral. Caso não cumpram o tempo, eles ainda terão que deixar o gramado, mas o seu substituto só poderá entrar após um minuto de bola rolando.

Regras mais rígidas para a conduta de jogadores e técnicos

A Copa do Mundo de 2026 contará com regras muito mais rigorosas em relação à conduta dos atletas. Elas foram implementadas em resposta a incidentes específicos ocorridos nos últimos anos.

Na final da Copa Africana de Nações de 2025, Senegal abandonou o campo em protesto contra as decisões da arbitragem. A equipe acabou retornando e até venceu a partida no dia, mas posteriormente perdeu o título após a revisão do jogo. A vitória foi concedida ao seu adversário, o Marrocos.

Para evitar que essa situação se repita no Mundial, o árbitro agora tem autonomia para aplicar cartão vermelho a qualquer jogador ou técnico que incite sua equipe a abandonar o gramado em forma de protesto. Se, ainda assim, a equipe decidir deixar o campo, a partida será declarada como abandono (W.O.) instantaneamente, e o placar registrará uma derrota por 3 a 0.

Há também uma nova regra para combater o uso de linguagem discriminatória, inspirada diretamente em um incidente no qual o brasileiro Vinícius Júnior foi vítima. Ele sofreu ofensas de cunho discriminatório durante um desentendimento com outro jogador enquanto atuava pelo Real Madrid; na ocasião, o ofensor escondeu a boca sob a camisa para não ser flagrado pelas câmeras e pela arbitragem.

Para garantir que isso não aconteça com ninguém na Copa do Mundo, cobrir a boca durante uma discussão com outro jogador passa a ser uma infração punível com cartão vermelho. No entanto, continua sendo perfeitamente legal que os atletas cubram a boca em situações normais do jogo, como ao discutir táticas ou apenas bater papo à beira do campo.

Botão Voltar ao topo