
A Marinha do Brasil concluiu a 26ª edição da Operação “Acre XXVI”, realizada pelo Navio de Assistência Hospitalar “Doutor Montenegro”, levando mais de 110 mil procedimentos de saúde a comunidades isoladas da Amazônia Ocidental. A missão atendeu 8.810 pessoas em localidades ribeirinhas do Vale do Juruá, nos estados do Acre e Amazonas.
Após quatro meses de navegação, o navio retornou a Manaus, encerrando uma das principais operações humanitárias desenvolvidas pela Marinha na região amazônica.
Ao longo da missão foram realizados atendimentos médicos, odontológicos, laboratoriais e de enfermagem, ampliando o acesso à saúde em áreas onde, muitas vezes, o atendimento especializado é inexistente.
A operação também distribuiu 453.075 medicamentos, garantindo continuidade de tratamentos e assistência às populações atendidas. Além disso, foram aplicadas 57 vacinas, reforçando ações preventivas em localidades distantes dos grandes centros.
Outro destaque foi a realização de 1.022 mamografias em parceria com a ONG Américas Amigas, fortalecendo ações de prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama em regiões de difícil acesso.
Segundo a Marinha, a missão reafirma a importância estratégica do Navio de Assistência Hospitalar na integração nacional e no apoio às populações ribeirinhas.
Presença do Estado em áreas remotas
Mais do que assistência médica, a Operação Acre XXVI representa uma ação de presença do Estado brasileiro na Amazônia. Em diversas comunidades atendidas, o navio hospital é a única estrutura capaz de oferecer atendimento especializado e acesso a exames de maior complexidade.
A atuação também reforça a capacidade logística da Marinha em operar em rios amazônicos, considerados essenciais para integração territorial, apoio humanitário e manutenção da soberania nacional.
Amazônia e o papel estratégico dos navios hospitalares
Os Navios de Assistência Hospitalar desempenham papel importante dentro das ações da Marinha na Amazônia. Além da assistência médica, esses meios ampliam a presença institucional em áreas remotas e apoiam políticas públicas voltadas à saúde e cidadania.
Na prática, a capacidade de deslocar hospitais flutuantes para regiões isoladas reduz desigualdades de acesso e fortalece a presença brasileira em uma das áreas mais estratégicas do país.

