
O Exército Brasileiro recebe, nos dias 18 e 19 de maio, uma comitiva da Organização das Nações Unidas (ONU) no oeste do Paraná para avaliar tropas da 15ª Brigada de Infantaria Mecanizada (15ª Bda Inf Mec). O objetivo é verificar a capacidade operacional das unidades para possível inclusão no Sistema de Prontidão de Capacidades de Manutenção da Paz da ONU (UNPCRS).
A certificação permitirá que o Brasil coloque tropas do Exército à disposição das Nações Unidas para participação em futuras missões internacionais de paz, ampliando a presença do país em operações multilaterais.
As atividades começam em Foz do Iguaçu, no 34º Batalhão de Infantaria Mecanizado, onde será avaliado um batalhão composto por cerca de 900 militares, entre homens e mulheres. A programação inclui exposição de materiais militares, equipamentos, viaturas blindadas e oficinas operacionais que simularão situações semelhantes às encontradas em áreas de conflito.
Durante a avaliação, os militares serão submetidos a cenários que exigem planejamento, mobilidade, comando e controle, logística e emprego tático das tropas mecanizadas, permitindo que a ONU verifique o grau de prontidão da força brasileira.
No dia 19 de maio, a comitiva seguirá para Cascavel, onde serão avaliadas as capacidades operacionais do 33º Batalhão de Infantaria Mecanizado e das demais organizações militares sediadas na cidade.
Histórico brasileiro em missões internacionais
O Brasil possui tradição consolidada em operações de paz das Nações Unidas. Entre 1957 e 1967, militares brasileiros participaram da Primeira Força de Emergência da ONU (UNEF I), atuando entre a região do Sinai e a Faixa de Gaza.
Na década de 1990, tropas do Exército também participaram de missões em Moçambique e Angola, contribuindo para processos de estabilização e reconstrução após conflitos.
O maior emprego ocorreu entre 2004 e 2017, quando mais de 37 mil militares brasileiros integraram a MINUSTAH, missão da ONU responsável pela estabilização do Haiti.
Contexto estratégico
A avaliação conduzida pela ONU possui importância operacional e geopolítica. Além de ampliar a interoperabilidade internacional, o processo reforça a capacidade do Exército Brasileiro de atuar em cenários multinacionais e valida padrões de preparo compatíveis com forças empregadas em operações contemporâneas.
A participação em missões de paz também fortalece a experiência das tropas, amplia a cooperação internacional e contribui para a projeção estratégica do Brasil no cenário global.
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