
Os clubes brasileiros vêm se destacando muito na principal competição sul-americana, nos últimos anos.
Ano após ano, os times brasileiros são os favoritos, como é possível ver em qualquer site de apostas online no Wincomparator, portal que classifica as melhores casas de apostas.
Os argentinos por muito tempo se mantiveram como o país com mais títulos na competição, mas isso agora mudou e o Brasil soma os mesmos 25 títulos que os Hermanos possuem, e a tendência é que os brasileiros passem este número nos próximos tempos.
O fato é que o brasileirão pode ser comparado, no cenário sul-americano, à Premier League na Europa: as equipes brasileiras ganham muito mais dinheiro do que as do restante do continente, exceção hoje ao River Plate que tem um estádio reformado há pouco tempo e outras receitas que permitem ao time ser competitivo.
As diferenças entre Europa e América do Sul
Porém, se formos olhar para o cenário geral, o futebol brasileiro é ainda mais dominante na América do Sul do que os ingleses na Europa.
Ou seja, a diferença de nível e capacidade entre o futebol brasileiro e o futebol de outros países americanos, é maior do que o que é possível ver na Europa.
O Velho Continente é de fato mais homogêneo, enquanto que na América do Sul não há equipes em outros países que conseguem manter o nível mais parelho, ao passo que os ingleses lidam com a concorrência espanhola, italiana, francesa e alemã.
No continente sul-americano, a lógica é muito diferente: o Brasil está muito à frente de todos os outros, com os argentinos vindo em seguida (mas já com um abismo de diferença) e a dupla Peñarol e Nacional do Uruguai logo em seguida.
As ligas mais fracas do continente
O resto do continente tem um nível bastante diferente – as ligas chilena e colombiana tem certo nível de organização, mas também não conseguem ser tão competitivas no cenário internacional, embora já tenham conquistado o troféu em algum momento do passado.
Em campeonatos como o peruano ou o boliviano, o cenário é ainda pior: nesses países, até mesmo alguns dos principais clubes parecem de nível amador se comparados aos do Brasil.
A diferença para a Copa Sul-Americana
Cabe lembrar que na Copa Sul-Americana, o cenário é um pouco diferente, embora a disparidade financeira apareça, o Brasil não tem uma hegemonia na competição, mesmo que se possa afirmar que o domínio poderá também estar se instalando. Mas essa tendência ainda deve se confirmar.
Isso acontece porque os clubes que entram naquela competição não são os mais fortes do país, e com um calendário extremamente impiedoso, a competição acaba sendo deixada de lado ou então muitas vezes os times alcançam as fases finais em frangalhos, já em final de temporada e com a forma física muito mal.
O cenário geral
Para esta temporada, o cenário não muda tanto na Libertadores: os brasileiros novamente aparecem como favoritos, com Palmeiras e Flamengo novamente encabeçando a lista de principais candidatos ao título, mas com outras equipes, como Corinthians e Fluminense, também mostrando que podem ser competitivas.
Na Argentina, parte da imprensa se pergunta sobre o que é possível fazer – talvez a Conmebol mudar a fórmula da competição, o que é algo bem improvável já que o campeonato é muito rentável e a entidade sabe que muito disso se deve também aos brasileiros, que investem muito na competição.
Isso ocorre não apenas a nível de clubes, mas também em patrocínios e direitos de transmissão, algo que tem enchido os bolsos da organizadora do torneio, o que é a coisa mais importante ao final do dia.
Além disso, pode ser também que a mudança não surtisse o efeito esperado – a diferença dos clubes brasileiros para os argentinos já é tão grande que mesmo times mais modestos da primeira divisão daqui chegam a ter faturamento maior do que algumas das equipes mais importantes da Argentina.
Estamos falando assim de uma diferença que rompe a barreira técnica, sendo mais econômica, e isso se refere também a fatores que não estão no controle dos clubes ou das entidades que gerenciam o esporte.
A perspectiva futura
Dessa maneira, não há nada no futuro visível que indique alguma mudança – os clubes brasileiros, por mais mal organizados que sejam (em parte), ainda estão muito à frente da maioria dos times dos outros países de nosso continente, e num cenário muito mais estável.
A liga que mais poderia se aproximar, justamente a da Argentina, esbarra em uma desorganização generalizada da AFA e dos clubes, resultando num campeonato que muda de fórmula várias vezes, mas nunca se encontra (eliminando até o rebaixamento quando convém).
A continuar esta situação, o futebol brasileiro deve mesmo permanecer no topo do futebol sul-americano ainda por um bom tempo, e mais do que isso, mesmo que ocorram mudanças, ainda será um processo bastante lento até que os resultados sejam sentidos.

