Forças Armadas destroem pista clandestina em terra Yanomami e inauguram base da FUNAI em Roraima

Operação Catrimani II utilizou explosivos para inutilizar pista usada pelo garimpo ilegal e fortaleceu presença do Estado com nova base de proteção etnoambiental.

 Comando Operacional Conjunto Catrimani II, com apoio da Casa de Governo em Roraima, interditou uma pista de pouso clandestina na terra indígena Yanomami, usando 400 kg de explosivos.
Comando Operacional Conjunto Catrimani II, com apoio da Casa de Governo em Roraima, interditou uma pista de pouso clandestina na terra indígena Yanomami, usando 400 kg de explosivos. (Foto: Divulgação/EB)

As Forças Armadas interditaram uma pista de pouso clandestina no interior da terra indígena Yanomami, em Roraima, durante ação da Operação Catrimani II realizada no sábado (7). A operação utilizou 400 kg de explosivos distribuídos em oito pontos de detonação para inutilizar a estrutura, impedindo pousos e decolagens utilizados em atividades ilegais na região.

A ação foi conduzida pelo Comando Operacional Conjunto Catrimani II em coordenação com a Casa de Governo em Roraima. O transporte das tropas e dos materiais empregados na operação contou com apoio de uma aeronave UH-15 Super Cougar, da Marinha do Brasil, e de um helicóptero H-60 Black Hawk, da Força Aérea Brasileira.

Durante a operação, militares do Exército Brasileiro também prenderam três suspeitos. Na ação, foram apreendidos uma espingarda calibre 28, munições de calibres 38 e 28, quatro celulares, recipientes com combustível, além de equipamentos utilizados em atividades de garimpo ilegal, como uma “maraca” — instrumento empregado na drenagem de água em frente de lavra —, um tapete para retenção de sedimentos, um motor cilindro e duas motobombas.

Já no domingo (8), as forças envolvidas na operação, em conjunto com a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI), inauguraram a Base de Proteção Etnoambiental (BAPE) Pakilapi, instalada na mesma região.

Com a entrega da estrutura, o comando da operação encerrou o ciclo de ocupação temporária na área, transferindo à FUNAI a responsabilidade pela gestão da base. A nova unidade deverá atuar no monitoramento territorial e na proteção das comunidades indígenas, consolidando a presença do Estado e ampliando as ações de fiscalização na terra Yanomami.

📍 Mais notícias sobre Defesa e Estratégia, clique aqui.

Botão Voltar ao topo