Araras-canindés de Aparecida são soltas no Rio após mais de 200 anos

Projeto de reintrodução marca retorno da espécie à Mata Atlântica carioca e envolve trabalho realizado no interior de São Paulo

Araras-canindés reintroduzidas no Parque Nacional da Tijuca após reabilitação em Aparecida SP. (Foto: lavia Zagury/Refauna)

Três araras-canindés (Ara ararauna) oriundas de Aparecida (SP) foram soltas no início de janeiro no Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, marcando o retorno da espécie aos céus da capital carioca após mais de 200 anos. As aves — Fátima, Fernanda e Sueli — fazem parte de um projeto de reintrodução conduzido pela Refauna, com apoio do ICMBio.

O trabalho de reabilitação foi realizado no Refúgio das Aves, do Parque Três Pescadores, onde as araras permaneceram por cerca de um ano após serem resgatadas de situações de tráfico e cativeiro ilegal. No local, passaram por monitoramento sanitário, avaliação comportamental e treinamento de voo antes da transferência para o Rio de Janeiro.

Desde junho, as aves estavam em processo de aclimatação na Tijuca, com foco no fortalecimento físico, adaptação alimentar e redução da interação humana. A soltura contou ainda com apoio do Parque Paineiras-Corcovado e integra um esforço de restauração ecológica da Mata Atlântica, já que as araras atuam como importantes dispersoras de sementes.

O projeto prevê novas solturas ainda em 2026. Outras araras-canindés do Parque Três Pescadores já estão em fase final de avaliação e documentação para retorno à natureza, ampliando a iniciativa de refaunação no bioma.

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