Praias do Porto: refúgio de verão com bandeira azul e águas frias

Com o mar ali tão perto, a cidade do Porto sorri para o Atlântico

De banhos no Porto: atrações litorâneas e a gastronomia do norte de Portugal. (Foto: Vaz Mendes)

Os habitantes do Porto, cidade do Norte de Portugal, não necessitam de efetuar grandes viagens para os tradicionais banhos de mar e ganharem aquele tão desejado “bronze” ao escaldante sol de verão. De junho a setembro, período alto da época balnear nesta região do país – a Sul estende-se um pouco mais no tempo – as praias enchem-se de veraneantes, maioritariamente habitantes da cidade portuense. Não são muitos os quilómetros a percorrer para uma escapadela até aos areais e tomar um bom banho de mar, ainda que a alguns falte a coragem para mergulhar nas águas frias do Atlântico.

São várias as praias urbanas desde a Foz do Rio Douro, entre as cidades do Porto e de Vila Nova de Gaia. A primeira é a Praia do Carneiro, pequena e rochosa com todas as outras que se estendem até ao Castelo do Queijo. A partir daí, já em Matosinhos, predomina o areal já menos rochoso ao longo de 120 quilómetros até Valença, antes da entrada na Galiza, em Espanha.

Cidades junto ao mar como as da Póvoa de Varzim, Esposende e Viana do Castelo são pontos turísticos por excelência e onde a gastronomia variada conforta o estômago, especialmente para os apreciadores do bom peixe e do delicioso marisco. Para quem preferir os sabores da carne aconselho vivamente um franguinho no churrasco em Aver-o-Mar, vila da Póvoa de Varzim, a cidade balnear mais popular no Norte de Portugal.

De banhos no Porto: atrações litorâneas e a gastronomia do norte de Portugal. (Foto: Vaz Mendes)

De volta ao Porto – as fotos ilustram de uma forma mais detalhada a famosa Praia do Molhe – temos então muita rocha e água limpa, por vezes com algas, mas as colheitas efetuadas diariamente atestam a sua pureza. Aliás, muitas das praias portuguesas foram galardoadas com a bandeira azul – a do Molhe é uma delas -, símbolo de qualidade ambiental, mas também de boas acessibilidades e de segurança, para lá de outros critérios de elevada exigência.

A Praia do Molhe… possui um molhe. Em meados do XIX foi construído um pontão a que se chamou “O Porto de Carreiros”, para possibilitar o desembarque de passageiros e bagagens a partir de navios fundeados ao largo e que servia de alternativa à entrada na barra do Douro quando esta não estava acessível. E por essa altura já ostentava o título da estância balnear mais importante da costa portuense.

Era lá que a juventude tomava banho e nadava, enquanto que nas barracas da praia reunia-se a fina-flor da sociedade local. Obviamente que hoje tudo é muito diferente, a praia é de todos e para todos, com a particularidade de ser muito segura para banhos desde que o mar não esteja muito agitado, pois o pontão “sossega” as ondas mais bravas.

Bem, mas quanto a banhos, a temperatura média da água anda pelos 17 graus durante o verão, por vezes até ultrapassa os 20 graus, mas convenhamos que ir lá para dentro tem o seu quê de arrojado. Não para mim.

Confesso que sou um apaixonado pelo mar e integro um grupo de rapazes já crescidos e que de janeiro a dezembro, sempre que possível, não falha um mergulho na praia do Homem do Leme, ao lado do Molhe, depois de uma boa caminhada. Por hipótese, se no inverno a temperatura cá fora for de 10 graus e no mar de 14… o mesmo significa que a água está quente. Ou não será assim? Vou a banhos!

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Vaz Mendes é jornalista, natural da cidade do Porto, Portugal. Iniciou sua carreira na Gazeta dos Desportos, tendo depois passado pelo Record, Jornal de Notícias e Comércio do Porto, jornais de referência em Portugal. Participou da cobertura de múltiplos eventos nacionais e internacionais (Futebol, Basquetebol, Andebol, Ciclismo e Hóquei em Patins). Foi coordenador redatorial do FITEI (Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica). É responsável pelas redes sociais de equipes de ciclismo e dirigente desportivo em uma associação de Ciclismo. É colaborador do PortalR3, com textos publicados sendo escritos em português de Portugal.

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